sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

christmas pudding

Uma das vantagens que existe não só em passar o Natal fora do país, mas também em passar o Natal com pessoas de fora do nosso país, são as experiências culturais e, neste caso especialmente, gastronómicas. O pudim de Natal típico inglês tem um aspecto pouco favorável, mas é uma delícia. Me like it!


assim à laia de nunca-perguntei-a-receita, é mais ou menos o que conhecemos como pudim, mas com farinha, muito denso e com muitos frutos secos

faz uma chama linda e absorve o álcool

serve-se ao pedaços, pois não faz fatia, e junta-se-lhe com manteiga de brandy (neste caso caseira), que até para mim que não gosto de whisky, brandy e afins, é muito agradável. Não faz um prato lindo, é certo, também não dá para comer em quantidade, temendo o enjôo, mas que é bom é, e para quem não acredita que existe algum 'prato' típico em Inglaterra, além de fish & chips, aqui está um exemplo...assim de repente também não conheço outro. Até já.

o Natal já era


Uma das piores coisas de mudar para um fuso horário bastante diferente é uma pessoa passar a ter sono a várias horas do dia, não fazendo distinção entre dia e noite. Mas a coisa vai-se endireitando de dia para dia, mas o dia de Natal já por si, é susceptível a gerar cansaços. Se não é da (muita) comida, será das crianças a correrem de um lado para o outro, se não é do vinho ingerido ainda antes do almoço, será das rabanadas, sonhos, filhós, lampreia de ovos, azevias fritos de abóbora ou bolo rei, pois todos sabem o que tudo isto cansa...há que levantar e ir buscar um guardanapo, comer, sentar, voltar a levantar, buscar um guardanapo, comer, sentar...and so on and so on. O Natal dá cabo de uma pessoa, mas se for acompanhado de malinhas da Hello Kitty com microfone incorporado, t-shirts da Hello Kitty, telemóveis de plásticos com a Hello Kitty com vários sons, telefones fixos com a Hello Kittycom outros tantos sons, autocolantes da Hello Kitty e também das Princesas da Disney, vá lá...e mais cuecas, batons que são chupa-chupas, meias, bonés, tudo da Hello Kitty...o que dá mesmo vontade é de assassinar a próxima gata branca com um laço encarnado na cabeça!! A tudo isto junto aviões que não voam, mas que têm comando e fazem o barulho de avião, bancadas de oficianas e todas as ferramentas existentes no mercado, mas em plástico, carros e retroescavadoras de vários feitios...e pronto, não se pode dizer que seja calmo o Natal, a coisa faz-me pensar que todas as meninas querem ser gatas (literalmente) e os meninos quererão ser construtores como o pobre do Bob. A única salvação do dia foi o Noddy estar remetido para segundo plano, pois aí sim, o perú voava como nunca fez, e o taxista amiguinho da ursa, seria afogado na chuva quente que caiu a tarde toda.
Já acabou, e cada vez mais confirmo que nunca poderia haver mais que um Natal por ano, ninguém merece. As pessoas ficam possuídas, fora de si, agressivas de tanto stress ou estranhamente boazinhas, o que numa hipótese ou outra, não deixa de ser terrível. 
Falam em Espírito do Natal, mas cada vez mais se está a tornar no fantasma de Dezembro, que por aqui acaba de amachucar o papel de embrulho, separar as fitas e ala que se faz tarde, que há locais em que só trabalham no Dia de Reis, e há por aí muito bom Pai Natal que faz os dois serviços, trabalho precário é o que é. Até já.