O choque térmico, estão 28º e são 23h.
A minha sobrinha está enorme e girissima e fala 50/50 de português e inglês, sem pedir a ajuda do público.
Estou zonza de sono. Até já...daqui a mais um bocadinho..
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
sala de embarque
Quando vou de férias, o tempo que se passa na sala de embarque é introspectivo: gostava de ter estado com alguém e não conseguimos combinar...coisa que nesta altura do Natal piora, já que parece que todo o mundo sente um chamamento para combinar seja o que for antes do Natal, e indo para fora parece ainda mais obrigatório que uma pessoa se despeça pessoalmente, mesmo que nos últimos meses nunca tenhamos estado juntos; gostava de ter ligado com calma a outro alguém com quem gostava de esclarecer mal-entendidos que nos separam há meses, e com o Natal cai o espírito da reconciliação e entendimento.; gostava que algumas pessoas tivessem cedido às minhas despedidas e me surpreendessem com uma caixa de azevias; gostava de ter jantado, almoçado, lanchado ou ceado com muito mais pessoas que aquelas com que o fiz, mas nesta altura tudo se sobrepõe, mesmo para quem não vai para lado nenhum.
Quando a viagem é de trabalho, a sala de embarque é uma sala de espera como as outras, onde o que recordo é o que deixei por fazer e que tinha mesmo de ser feito; que vamos para o estrangeiro, mas os pontos de interesse podem ter que ser outros que não os turísticos, que posso não ter tempo para aproveitar um local onde talvez não voltaremos, e se às vezs isso não faz diferença, em várias outras nos apetece ter um imprevisto que no faça perder o voo e ficar ali, como se fosse suposto desde o início.
A vida e os cartões de embarque ensinaram-me ao longo do tempo que os imprevistos normalmente acontecem quando queremos mesmo voltar, quando temos algo à nossa espera ou quando deixámos o arroz ao lume. Até já.
Quando a viagem é de trabalho, a sala de embarque é uma sala de espera como as outras, onde o que recordo é o que deixei por fazer e que tinha mesmo de ser feito; que vamos para o estrangeiro, mas os pontos de interesse podem ter que ser outros que não os turísticos, que posso não ter tempo para aproveitar um local onde talvez não voltaremos, e se às vezs isso não faz diferença, em várias outras nos apetece ter um imprevisto que no faça perder o voo e ficar ali, como se fosse suposto desde o início.
A vida e os cartões de embarque ensinaram-me ao longo do tempo que os imprevistos normalmente acontecem quando queremos mesmo voltar, quando temos algo à nossa espera ou quando deixámos o arroz ao lume. Até já.
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