sábado, 2 de janeiro de 2010

selamat datang a Kuala Lumpur

A Malásia tem muito mais para ver, aliás, tudo o que de melhor a Malásia tem para ver, será mesmo fora das grandes cidades.

Kuala Lumpur não foge à regra e embora esta tenha sido apenas uma escapadinha, chegou para dar uma lambidela aos locais marcantes da cidade. As Petronas, ou torres gémeas, como lhes chamam, são o símbolo e must-see da cidade. E pronto, chega-se ali e estão vistas. Podem-se subir para para ver a vista, mas tal não foi possível no dia e na hora que lá estive, até porque, diz quem sabe, a melhor vista será para as torres e não das torres.
Além das twins, existe a Merdeka Square, a praça mais popular. Atenção que merdeka significa liberdade e não outra coisa qualquer. O bahasa malay, a língua oficial engana muito, principalmente para quem é português, e tendo em conta que estivemos no país há alguns 500 anos, uma pessoa desconfia sempre.
A Malásia faz fronteira a Sul com Singapura e Kuala Lumpur, internacionalmente tratada apenas por KL, situada na costa Leste, é a capital do país, neste caso um reino, onde existem cinco governadores, sultões neste caso, que vão rodando entre si o cargo de rei.
Nesta corridinha, houve tempo ainda para experimentar, embora possa parecer banal, uma das sobremesas típicas, o sticky rice with mango. Linearmente é arroz cozido com um pouco de açucar a acompanhar pedaços de manga, o que pareceria redutor, não fosse o arroz de um tipo que dificilmente se encontra em Portugal, o sticky rice, ou arroz peganhento (a tradução não favorece) é um género de arroz muito utilizado no Sudoeste asiático, principalmente em sobremesas, e a sua característica é mesmo ser assim meio...peganhoso. Já tinha provado o Black Rice Pudding, onde também é utilizado este tipo de arroz, mas de uma forma bem mais elaborada e numa receita balinesa. Esta é simples, e embora a estranha ligação com a manga, muito agradável.
Voltarei á Malásia dentro de alguns dias. Até já.





sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

um demasiado real Cambodja

Um passeio de barco em que se visita um viveiro de crocodilos, faz-nos passar oa longo de um rio onde vive, ou sobrevive, uma inteira comunidade na sua maioria refugiados vietnamitas.

Vivem predominantemente da pesca e de tudo o que o peixe lhes pode dar das várias maneiras em que é transformado. Um dos principais condimentos da gastronomia khmer e arredores é a pasta de peixe ou um versão em pó com a mesma origem. Tem um cheiro arrebatador, do género de dar vómitos, mas como tempero ou condimento é muito agradável.
Ao longo do rio acompanha-se toda uma aldeia praticamente flutuante. A escola, algumas casas que são uma espécie de loja, os vendedores de combustível, conseguido sabe-se lá em que tipo de mercado, os vendedores das suas próprias pequenas produções, e ao longo de todo o rio a presença permanente de pequenas embarcações conduzidas por crianças, onde outras crianças ainda mais novas fazem do turismo o seu ganha pão. Saltam de um barco para o outro com a ligeireza de quem não conheceu outra vida, e carregam pequenos cestos com bebidas frescas que vendem a bordo dos barcos, como o nosso, em que só existem visitantes. Alguns carregam ao pescoço répteis dos que só queremos ver atrás de um vidro, pelo menos, mas para aquelas crianças feitas crescidas em pouco tempo, a intimidade com os rastejantes é tanta quanto a que teriam com a playstation, se tivessem tido a sorte de nascer numa outra parte do mundo, numa outra família, ou até, uma qualquer Angelina Jolie lhe oferecesse o “jackpot do euromilhões e a lotaria do Natal” juntos, e o adoptasse, como já o fez por, tendo até já ganho o título de cidadã nacional, em reconhecimento por tudo o que já fez pelo país.
Foi uma viagem curta que terminava numa loja de artesanato local e no dito viveiro de crocodilos.
A paisagem não podia ser mais tristemente típica, e principalmente no rosto das crianças que nunca chegaram bem a sê-lo, existe a dureza e o olhar deslumbrado de quem por vezes percebe que existe outra vida para além do rio, para além do que lhes calhou, o outro mundo onde fazem as notas de 1 dólar que aprenderam a pedir em troca de tudo. Ainda assim, sorriem, porque o seu sorriso não tem taxa de câmbio e fala a mesma língua de qualquer visitante.






















bora lá ao mercado

A partir de 1 de Janeiro de 2010 sou uma cozinheira internacional certificada! Tenho um diploma de cozinha típica cambodjana. Acho que toda a vida sonhei com isto, quando fritei o meu primeiro ovo foi com a certeza de que um dia iria chegar até aqui. Quando bati a primeira mousse já não tinha dúvidas que este seria um dia o meu lugar. Hoje, detentora de um certificado oficial, possuo conhecimentos para confeccionar 4 (quatro) pratos e 3 (três) sobremesas tipicamente cambodjanas. Não sei bem, mas acho que o próximo passo é abrir um restaurante Khmer, que é sempre um bom nome em português!
A acompanhar o curso, a grande experiência de conhecer o mercado de Siem Reap, acompanhada de uma profissional local, e aqui sim, encontrei o (infelizmente) Cambodja real.








já falei delas...lindas e gorduchas, as perninhas de rã


falta de epaço no chão


e para terminar...uma cabecinha de bácoro...inteirinha para não enganar ninguém

este mistura é a base de quase todos os pratos

molhos e especiarias...o segredo Khmer

E no fim era assim que me sentia, tal e qual um spring roll...embebida em óleo!

primeiro Sol de 2010

Angkor Wat, o maior templo religioso do mundo, até quem sabe do Universo, é ó símbolo mais marcante do Cambodja, servindo de imagem na própria bandeira do país. Além de tudo isto, é a maior recordação do estílo clássico da arquitectura Khmer.
Embora seja o maior templo existente no Cambodja, outro há, não tão bem conservado, mas que não se situa em Siem Reap, mas no Norte do país. Sendo chamado até de "templo proíbido" e teria muito mais importância que Angkor Wat, não pela dimensão, mas pela sua localização, junto à fronteira com a Tailândia, caso que originou conflitos de reclamação de poder por ambas as partes.
Voltando a Angkor Wat, onde se encontra uma energia fora do comum. E depois de o ter visitado no dia anterior, melhor escolha não havia para assistir ao primeiro nascer do Sol de 2010.
E embora a ideia fosse absolutamente romântica e intimista, a presença de metade do Japão na área do templo, tirou algum brilho, mas não a magia de ver o nascer do ano num local como este. Seja bem vindo Sr.2010!










e pronto, assim nasceu 2010, depois de uma Lua Cheia daquelas de encher o peito, veio o Sol neste lugar. Não se pode dizer que tenha sido o melhor nascer do Sol da vida, mas será sempre o único primeiro em 2010. Espero que com ele traga a luz...as candeias, as velas,  lanternas, holofotes, candeeiros, maçaricos, fósforos, acendalhas e carvão! Jut in case.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

último dia do ano

Às sete da manhã chegava a Angkor Wat para o visitar. Agora sim, um templo como deve ser.



herança khmer

Há alguns anos o governo cambodjano "aconselhou" os vtimizados dos kmers vermelhos e de minas, na sua maioria deficientes e até então pedintes, a produzir algum artesanato que pudessem vender, em vez de circularem pelas ruas do país, e principalmente nas zonas turísticas, como pedintes. O processo evoluiu e realmente encontram-se por todo o lado vendedores ambulantes com deficiências físicas a vender desde malinhas em pano, desenhos e bonecos até instrumentos musicais, and so on, and so on. Neste caso, era um pequeno grupo de homens que formava uma banda musical, composta de vários instrumentos, que tocava junto a um dos templos. Vendiam alguns exemplares de reproduções dos instrumentos que tocavam e cd's da sua música.
Well done! 





para quem acertar

Assim de repente parecem pratinhos com tapas absolutamente banais, e na maioria até são, mas uma delas tem cobra seca, que é como quem diz dry snake. Eu comi. Não digo que tenha sido a melhor coisa que comi na vida...já comi bem melhor e de graça, mas também não achei horrível, na verdade não soube a grande coisa, foi mais a ideia. Pronto, está feito. Na mesma refeição também tive perninhas de rã, ou seja, frog legs, muito boas e carnudas, com alho e salsa, marcharam que foi uma maravilha.

até é fácil dar um palpite de qual é a piton!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

por enquanto

Há muito mais a dizer de Bangkok, mas para já aqui ficam algumas imagens de Siem Reap, Cambodja. Já volto, vou só ali gastar umas solas a uns templos!

Bem vindos ao Cambodja!

...na época seca

...quem diria

arrozinho!

Não era o que estavam à espera de ver do Cambodja, pois não?!...Nem eu, mas daqui nada há templos à séria! Até já

domingo, 27 de dezembro de 2009

Chegar a Bangkok

Para quem vem de Singapura, entrar na Tailândia directa a Bangkok, é como entrar num mundo paralelo a quem também rasgaram os olhos.



quem nunca foi a chatuchak não pode dizer que sabe o que é um mercado à séria


isto é choco a secar...unntch